quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Me responde com rasteira e voadora

Eu me abaixo, pulo, chuto pro gol, hegemônio.
Este demônio da caixa preta, não tenho medo de careta.
E a caretisse não bate na minha porta porque eu já não tenho porta,
ela vem na minha cama e tenta me pegar dormindo, nem morto,
nem cretino e alucinado eu não daria um jeito de me esconder, de rolar e dizer
peraí, peraí, eu cedo, mas no verdade é um teatro.

A desonestidade verdadeira é se enganar a vida inteira.
Vem cá, tenta me pegar, vai me pegar?
Eu te amo mas não vai me pegar, eu te driblo e trapaceio pela causa verdadeira do meu peito, te ensino a lutar, você drible, e meta bronca, meta o pé. A vida não te deu muro a toa, é a vontade de pular que vai te fazer pular, quem tem medo de careta?
Obediente o cachorro malle espera a próxima vida para viver.

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