quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Oxalá, iaô Ogum, qualé o axé

Mãe d'água, ijexé. Quer se iludir se iluda. Mas não se iluda, é tudo ilusão.
alô babalixorô erô, pra me tirar, pra me trazer, a boa sensação de mistério e vida, de mundo grande infindável. explorar o universo,
izexé, mãe d'águia. Yemanjá ô, aiô. Ó Mar, Eu não sou de aço, não sou de bosta, nem de algodão, nem de farinha, de rocambole anti-matéria, massa negra em pontinhos penetrantes, transmuta em algo do tamanho de uma forma com núcleo de chumbo e força elétrica, me persegue que nem besouro, eu tesouro, cabeça a prêmio, cabeção virou praça pública ou casa na árvore, saco de dormir e buraco de se esconder fazendo barulho pra acordar os vizinhos. Foge do Batman, quero um abajur mais forte, boa noite, que a luz me envolva, me proteja, que eu seja. Forte amor. e o universo seres vivos, viverá e outra hora seja esta, a cada segundo de sono, a paz, senão não aguento mais, sou Tomaz. Meu cabelo não é capim. Agora sim. qualé?

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Além de Mercúrio

Para muito além de Mercúrio, minha cara, de muito mais longe e muito mais intenso. Olha o Sol de manhã até a tarde, não sentes dentro de ti, no peito e no umbigo, que tu és parte dele, mais do que da fala, da inter-relação humana? Para muito além de Mercúrio e de Marte, não sentes a força poderosa do querer, expandir a força do corpo, movimentar a energia por uma vontade pessoal de alcançar novos mundos? Júpiter debaixo do braço, na cabeça, o coração, e manter o foco e não se desperdiçar tanto, não por uma coação de Saturno, pois estar bem com ele é não se perder no tempo, gozar a longo-prazo, conquistas devem ser feitas, para se atravessar a barreira que separa existir de ser, numa revolução poderosa, abalar as estruturas apontando para fora, Urano vem salvar o que não pode ser enquadrado, o que morre se já estiver dentro de uma estrutura. E nesta liberdade o espírito pode trascender e vagar pelos ciclos do universo através do sistema solar, Netuno e suas onze luas, sua serenidade, a compreensão não precisa agredir o que quer que seja, dissolve-se sem medo, mistura-se adquirindo o conhecimento da coisa, já não há forma humana, as formas são externas, só persiste a consciência, sem agitações, até penetrar no mistério profundo da morte total, da vida e do sexo, Plutão, o teu ciclo é que finaliza nossa tangente mais satisfatória de pensar, c-i-c-l-o-s  d-e  e-n-c-a-r-n-a-ç-ã-o? Além e aquém, mistério profundo. Não, nada pode ser tocado com a razão, com as palavras, está para muito além de Mercúrio. Nada posso dizer. Não sei.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

'as vezes, agora sinto, para mim

às vezes a liberdade tem de ser conquistada numa luta instantaneamente constante no próprio corpo.

formatos das almas - automatismo do gesto - prisões do espírito .  o que é a vida o que é a morte?